1º Desafio: a construção de uma pequena história a partir de três palavras escolhidas de uma lista de sugestões dos alunos. 6ºB [vermelho/ saxofone/ estudar] O saxofone que apanhou chuva Era uma vez um saxofone vermelho que gostava muito de ir à escola, onde aprendia a tocar as mais diversas peças musicais. Num certo dia chuvoso o saxofone teve preguiça de estudar e, em vez de ficar em casa a praticar para o teste do dia seguinte, foi para a rua brincar à chuva. Resultado: o saxofone não só não estudou para o teste, como ainda ficou rouco, entupido e desafinado. No dia seguinte, ao ver o estado em que o saxofone se encontrava, o professor recomendou-lhe que fosse ao médico, que lhe receitou Brufen e o mandou para casa descansar. Moral da história: se és um instrumento musical, não brinques à chuva! Ou se fores brincar à chuva, leva galochas e um guarda-chuva! 8ºB [sonhar/ gritos/ mesa] O sonho da zebra Naquele dia passei a tarde a jogar futebol e cheguei a casa muito cansada. Tão cansada que adormeci em cima da mesa antes mesmo de começar a lanchar. De repente dei por mim a jogar futebol novamente. Mas a bola com que eu e os meus amigos jogávamos não era redonda, mas hexagonal. Foi então que o Pedro, que parecia ter muito mais força do que na realidade tinha, deu um pontapé na bola que voou a uma velocidade incrível, indo partir a janela de uma casa que parecia assombrada. Ainda que um pouco assustados, decidimos ir buscar a bola. Quando entrámos na casa, abandonada e sombria, deparámo-nos com uma mesa branca com riscas pretas, cheia de teias de aranha, e com apenas três patas. Inesperadamente a mesa ergueu-se, enorme e altiva, transformando-se em zebra. Apavorados, desatámos aos gritos. E o medo cresceu ainda mais quando a zebra pareceu vir ao meu encontro. Parecia ir devorar-me. Foi então que levantei a cabeça e lá estava a minha zebra de pelúcia. Afinal, estivera a sonhar. 7ºB [árvore/ sonho/ esperto] A árvore bailarina Outono era uma árvore curiosa que vivia numa floresta longínqua. Tinha o tronco roxo e as suas folhas eram amarelas. Outono gostava especialmente dos dias ventosos, porque o seu sonho era ser bailarina. E por isso gostava tanto de sentir a brisa roçando-lhe e embalando-lhe as folhas. Um dia um certo pássaro veio contar-lhe que se aproximava um tornado, o tornado Esperto. Apesar de um pouco assustada, pois sabia o que os tornados podiam fazer às árvores, Outono ficou expectante pelo que iria acontecer. Mas o que ela não sabia era que Esperto tinha um dom, o poder de ler os pensamentos das árvores. Além disso, tinha, também, o dom da magia. Finalmente o dia chegou. Em poucos segundos o vento soprou tão intensamente que Outono sentiu as suas raízes separarem-se da terra, e, voando, sentiu todos os ramos dançando como nunca. Outono, embora feliz, temeu o pior, mas o vento abrandou e Esperto não tardou a devolver Outono e as suas raízes à terra. E aquela árvore, curiosa e sonhadora, nunca mais esqueceu o dia em que, por breves segundo, foi uma linda bailarina.
8ºA [rato/ voar (voou)/ feio/a] O rato turista
Um dia apareceu na minha cozinha um rato turista. Era um rato estranho e misterioso. Carregava uma pesada mochila cor-de-rosa, e usava uns óculos “Prada” triangulares. Sobressaía na sua figura um gorro branco de pêlo de coelho e uns largos e compridos caracóis sobrando desse gorro. Usava, ainda, um casaco de penas. Ao ver-me, o rato assustou-se, e para espanto meu, abriu o seu casaco de penas e voou da fruteira para o chão. Mas a cena ficou feia quando o rato caiu, não no chão, mas no dorso do meu gato. Mas, de novo para espanto meu, o meu gato, que era esperto e traquina, não comeu o rato. Em vez disso, aproveitou a sua boleia e tornou-se, também ele, um gato turista. 2º Desafio: A construção de um poema a partir desta expressão do poeta António Barbosa Bacelar:
"Ando sem me mover e depois falo calado" 6º B
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Sou um golfinho voador
......Sou como o luar
................sou pégaso
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Vejo com os olhos fechados
....................E os ouvidos enclausurados
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Sou um pónei voador
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Sou sangue vivo no escuro
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Vejo e transformo-me
.................de olhos vendados
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Sou um vampiro fluorescente
Sou um demónio transversal
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8ª B
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Voo sem asas
E ando com o pensamento
Sonho acordado e grito sem voz
Caminho no mar e nado na terra
Visto-me de água e sou vaga de frio
Ardo em fogo e vivo o amor.
Visto-me de lava e sinto-me
Ardente
Nascer é subir ao mundo
e morrer
é descer à terra
7º B
Pareço um Homem Mas não sou. Sou uma flor do teu jardim Sinto-me pequeno Mas sou feliz assim Visto-me de carnaval e finjo Que sou o sol Sou o teu nome escrito na areia Sou precioso brincando com o teu nome
8ºA
Passeio os meus sonhos
nas nuvens
da imaginação
Mergulho no alcatrão
dos pensamentos
e o mar
é o meu alento
não tenho corpo
mas flutuo
não tenho mãos
mas escrevo
tenho olhos mas
não vejo
voo sem asas
num céu
de nuvens vermelhas
Reportagem da Localvisão aqui
